19 março 2012

Aprendendo sobre Televisão com Ana Maria Braga

Bom dia pessoas!

Atendendo a pedidos (alguns pedidos especiais de frequentadores assíduos) eis que volto as postagens. O ritmo de trabalho anda alto, contudo não posso reclamar já que faço parte da minoria que adora o que faz!

Venho trabalhando dentro da política e esse sempre é uma assunto de discussão (ou não para os que adotam a afirmativa de que religião, futebol e política não se discute, pra mim se discute sim). Eu não sou a pessoa mais politizada do mundo, costumo pensar que sou uma observadora do sistema democrático e da política de uma forma geral. Até porque eu acredito que a política seja um organismo vivo, pois ela é composta por pessoas e essas mudam de ideia (odeio escrever ideia sem acento) de partido e as vezes de personalidade na famosa dança das cadeiras, tão popular no congresso brasileiro.

Não vou entrar muito em méritos de partido porque partido é algo que não entendo, alías eu entendo, mas não concordo, não com este modelo atual de organização partidária. Certa vez eu escrevi que os partidos tendem a causar nas pessoas a mesma rivalidade que o esporte causa, a diferença é que o esporte é entretenimento e política não. Não deveria, mas acaba sendo!

Quando digo que trabalho em meio político, na verdade me equivoco, pois eu trabalho não no meio político e sim para o povo. E isso, de pensar em trabalhar para o povo, deveria ser regra absoluta na mente de todos os componentes deste sistema. Só que não é isso que vejo!

Me sinto orgulhosa de participar de programas que tem grande relevância social e que causam grande impacto para os jovens principalmente, independente se estes programas são do partido A ou do B, pra mim quando se trata de administração pública tudo deve ser avaliado do ponto de vista de interesse do público alvo, que neste caso é a sociedade.

As campanhas desenvolvidas de cunho social e de saúde pública, entre elas as campanhas de prevenção as drogas e ao consumo de álcool por menores de 18 anos, essas iniciativas deveriam ser apoiadas por todos, não só quem pertence a idealização e desenvolvimento da campanha, mas também pela sociedade que se beneficia e pela oposição partidária (que não deixa de ser parte da sociedade).

Política não é torcida organizada, não vista a camisa cegamente e também não agrida só porque não é a mesma cor da sua camisa. No final das contas quem perde com essas leis que tentam vedar favoritismos políticos e aumenta mais esse clima de guerra entre governos e oposições, é o povo, o povo que perde sempre que se esquece os princípios que regem os conceitos de política pública.

Quando eu digo que sou apartidária, não quero que soe como alguém sem posição política ou alienada, pelo contrário, por adorar o meu trabalho e saber da importância que ele tem como meio de comunicação eu procura mantê-lo isento de tendências capciosas.

Trabalhar com arte exige uma gama de liberdade de pensamento, de execução de conceitualização, isso cabe não só para política, mas também para religião e outras formas de coletividade intelectual, como artista penso que se você tem uma determinada postura, essa postura impacta diretamente no seu trabalho, pois um artista não é nada além de um filtro, um exemplo disso é o meu ativismo com relação ao vegetarianismo, toda essa filosofia pode ser vista no meio trabalho de formas explícitas (quando há intenção de revelar a mensagem), mas principalmente de forma implícita (quando eu não estou no comando, mas meu subconsciente está).

Sendo assim resumindo a ópera, eu gostaria de ser mais politizada, de de repente até me envolver mais com ela, porém o preço pode ser caro e como eu citei acima, eu quero ter o direito de mudar de ideia sempre que essa me for vista como essencial para minha evolução!

Não se pode esquecer o foco de um projeto, campanha, governo, seria perfeito se todos se concentrassem em seus trabalhos e honrassem seus cargos, seja em setores privados ou públicos! Mas aqui reina a inversão de valores, enquanto filhos de empresários atropelam trabalhadores, jovens de classe média espancam empregadas domésticas, índios são queimados e nada acontece com ninguém, pois ao molhar a mão com capital não há mais sistema judiciário, não há mais consequências e isso é um reflexo do cidadão que se forma cada vez menos crítico, cada vez menos assistido, sendo apenas uma formiguinha a trabalhar na máquina, com muitos deveres a serem cumpridos e quase nenhum direito garantido!

Enquanto isso Ana Maria Braga ensina sobre televisão para os leigos, eu aqueço o café me incomodando com as notícias do jornal que leio e acima de tudo triste por saber que política aqui é tão dispensável quanto o jornal de ontem...Dias assim, melhor não acordar!


Magô

(em homenagem ao Wanderson, trabalhador que estava em sua bicicleta voltando do mercado quando foi atropelado e morto ontem por um jovem milhonário que dirigia sua Mercedez a 200km/h)



2 comentários:

Roger disse...

Maria linda!

Muito bom seu texto...você escreve muito bem e é muito inteligente!

Parabens pelo belo texto, concordo em genero e grau!

beijos

Roger

Anônimo disse...

Hey Mago,

You have a great way with words.
Keep up the good work.
I wish my tongue was as sharp as yours :)

Keep on spittin'and I'll be forever smitten!!!!!!!!!!!

Cheers,

Kris

Baú da Magô