14 agosto 2012

O dia que descobri que era hippie!

Não se assustem com o título do post!

Calma, eu não virei hippie (não por enquanto), para ser muito sincera eu nem gosto da ideia bucólica do movimento hippie que de tão despretensioso acabou que sendo mais publicitário que deveria, daí acho que o conceito perdeu o fio da meada entre o discurso ficou a fumaça e as flores, não necessariamente nesta ordem...Mas não é sobre os hippies que eu quero falar, só quero contar uma história!

Ontem eu tive aula de gestão em comunicação, uma disciplina que orienta o aluno a como gerir e ser gerido (termos feios, mas é isso mesmo). Num ambiente corporativo temos todos os postos que constituem uma hierarquia e o funcionamento de um sistema, geralmente vertical, ou seja, tem sempre alguém acima de alguém!

Essa impulsão e desejo de pertencer aos mais altos postos do verticalismo, faz com que muitas pessoas se confundam com o que realmente elas querem e esqueçam completamento o caminho, focando apenas no "chegar lá", no "ser alguém na vida" e misturam o cú com as calças!

Ganhar dinheiro, TODO MUNDO QUER...Seria hipocrisia (e insanidade) da minha parte dizer que eu não quero ganhar dinheiro, entretanto ser bem sucedido e ser rico tem grandes diferenças.

Para a maioria dos estudantes constatei que ser bem sucedido é ter bens materiais e ter grana, mas não é pouca grana não, é muita grana...Milionário, ganhar grana dormindo! Daí depois de ser podre de rico vem as outras coisas, que nem julgo ser prioridades, tipo ter saúde, ter uma família, ajudar o próximo (esse ultimo me provoca risos crônicos)...

Agora vem a parte hippie, ouvindo toda aquela gente mostrar para que veio me senti uma "hipponga velha"e desatualizada, parecia até que eu nem era daquele bando, minha visão de ser bem sucedida passa longe dos cifrões, longe da ganância e do verticalismo imposto na sociedade (aaaaaaah sobe a trilha "LOve IS aLL we NEED) kkkkk

Não, peraí...Eu não vivo de luz (embora muitos clientes achem), tenho as contas, os cantos e os santos para pagar, mas eu não vou firmar meu discurso sobre "o chegar lá" com a premissa de ser  rica! Até porque, dinheiro é consequência de muitas coisas, seja network, seja profissionalismo, competência e até mesmo aquela palavrinha que a gente esquece tanto, qual é mesmo? TALENTO...

E mesmo tendo um puta network, sendo super profissa, competente e tendo a porra do talento (não é o chocolate), ainda assim, você corre o risco de ser POBRE! 

Ser rico e ser pobre também são questões de ponto de vista. Posso me considerar rica se comparar a uma pessoa miserável (neste caso me refiro ao sem nada material, só que conheço miseráveis que moram em mansões), a comparação é o ato de se basear no essencial (palavras de Kant) sendo assim, numa vaga comparação teria um parâmetro que tiraria da zona de pobreza. Só que ser rico é mais que tomar champagne com morango, ter um carro que aumente seu pau, ter uma casa em um bairro chique, filhos estudando em boas escolas...Isso é qualidade de vida, não é ser rico, ser rico nesta sociedade é ter dinheiro. Ter qualidade de vida é outra coisa que todos nós deveríamos ter acesso se quiséssemos, é um direito nosso ter a qualidade de vida, todavia só o dinheiro consegue patrocinar essa tão sonhada qualidade de vida que na verdade é mais ostentação consumista. A maior parte das coisas que temos, não precisamos, adquirimos a necessidade de consumo através deste pensamento contemporâneo coletivo, um senso comum que se  instalou, embora este pensamento contemporâneo seja voltado para o racional e a matemática, ainda sim parece conquistamos a capacidade de criar lógica para o absurdo, pois o consumismo é absurdo se levarmos em conta as leis naturais!

Como eu disse ontem na minha apresentação irei repetir aqui, se o tal do "chegar lá", "se dar bem", "ser alguém na vida" for vender a alma pro diabo em pequenas prestações, na boa, eu prefiro o meu plano B e sabe qual é?

Ser marginal (que quer dizer viver as margens, não vou virar trombadinha, calma), desacelerar o ritmo, desconectar e ver no que dá  essa vida desenhada por mim. Porque dentre o verticalismo que se impõe nos nossos dias visando money money money, eu sou muito mais traçar uma linha no horizonte e ser feliz!

AGORA DEIXA EU IR LÁ BATER PALMAS PRO SOL...
AH COMO EU SOU HIPPIE...


Faço dele as minhas palavras :D





Um comentário:

BEDOYA disse...

Adorei suas palavras. Estou em uma fase de minha vida em que escolhi entre ficar em um cargo efetivo público em uma cidade mediocre e deixarei "tudo isso" para morar perto ao mar e ter menos dinheiro.. mas o suficiente para ser feliz.

Baú da Magô