20 setembro 2012

A ansiedade - do prólogo ao epílogo!

Saudações Terráqueos!

Ah a ansiedade!

Sempre quando me perguntam sobre defeitos e qualidades proeminentes, é fácil destacar a ansiedade. Ainda mais na minha vida que não tem nada fixo, parece que é tudo no improviso, o que aumenta visivelmente os graus de ansiedade que estou exposta. 

Muitas coisas são no improviso, mas nem sempre as pessoas costumam a acreditar, até porque a maioria sempre necessita de contextualização e justificativa para a maioria dos atos. Ando sentindo falta dessa coisa mais pé no chão, da tal da estabilidade... O engraçado é que eu sinto falta de algo que nunca tive, eu nunca fui uma mulher estável (acho que nenhuma mulher é), nem foram estáveis meus relacionamentos (mesmo os que tem papel dizendo que foi), quase nunca trabalhei para um mesmo chefe por mais de 1 ano, nunca fui de planejar minha vida e odiava quando nas entrevistas de emprego eles me perguntavam como eu me via daqui  há cinco anos, nunca fiz poupança, nunca colecionei nada (só fracassos amorosos e piadas ruins). resumindo a ópera nunca consegui manter meu foco que não fosse no agora, talvez isso não seja muito inteligente, ou não seja prudente, mas durante anos eu fui assim e até hoje eu sou imprevisível, meus amigos dizem isso sempre que podem!

A relação que desenvolvi com a arte foi uma ancora para a normalidade (se é que podemos chamar isso de normal) pois supre todas as lacunas de insegurança que poderiam surgir quando não se pensa no futuro. Eu sei que essa falsa prospecção entretém as pessoas ao ponto delas esquecerem do hoje e viverem felizes da vida porque fizeram um seguro, um título de previdência, ou passaram no concurso público, casaram-se e pagam a casa tão sonhada em 36 anos. Eu também sei que em contrapartida pra quem só foca no hoje, só se ferra, mesmo sendo mais realista, sinto que é necessário sim ter uma dose de amanhã, uma continuidade!

Imediatismo, sim essa é minha qualidade (ou minha maldição)... Sou imediata, em tudo, principalmente nos pensamentos e desejos, gostos das coisas para agora mesmo, sou daquelas que está de pijamas na cama pronta pra dormir, mas se recebe uma ligação de um amigo com uma proposta diferente, se joga nas oportunidades, tipicamente daquelas que troca o certo pelo duvidoso sem pestanejar.

Quando eu tenho muitas opções me perco terrivelmente, acho que tendenciosamente acabo por escolher a opção errada, como tinha há um tempo no Programa do Serginho Mallandro " A porta dos desesperados", sempre que eu faço uma escolha fico imaginando um contra regra vestido de gorila vindo em minha direção dizendo: Se fudeu!

É aflitivo!

Daí pra quem vive no agora, no "it's now or never" é uma tortura ter que esperar. Sofro horrores com aquela frase: "nós vamos te ligar" após uma entrevista de emprego ou pior depois de conhecer alguém incrível a pessoa dizer: "a gente se fala um dia desses" ou  mesmo quando se tem uma viagem importante e você tem que esperar pela data arrastando-se pelos dias que a precedem. Enfim, ansiedade é meu nome do meio e minha principal Kriptonita.

O bom senso é aprender com as pessoas que conseguem lidar melhor com essa amargura do esperar, tem gente que realmente não se importa e leva a vida numa boa. Eu conheço muita gente estressada também que vive com a cabeça quente, não é esse meu caso, eu sou até alguém em busca de um equilibrio interior, o problema mesmo é que eu não sei esperar, eu odeio esperar e isso só me prejudica.

Vejo esse imediatismo nos meus trabalhos que tem cara de inacabados e de mal feitos, entretanto pertencem a minha sede de prontidão e entrega. As vezes eu acho que tudo é questão de ponto de vista, mas na maior parte do tempo sempre acho que eu poderia ter feito melhor, é como se eu pisasse no acelerador e quando atingisse o limite máximo de velocidade viesse uma ressaca moral. Acredito que todas as coisas que eu faço são oriundas dessa desorganização acelerada que eu sou, e se tem cara de inacabado ou mal feito, talvez seja porque eu sou assim!

Enfim, já me alonguei demais falando sobre absolutamente nada, é um encher de bexiga furada, um secar de gelo, um subir pra cima, um pleonasmo maldito!

E como martírio, desgraça, doença, vem a necessidade de colocar todo e qualquer pensamento no papel em forma de desenho, ou texto que não é bom e nem é ruim...É só meu jeito de fazer valer a pena eu não sei exatamente o quê!

A ansiedade é um coito interrompido!



pra ver e ouvir como eu estou





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